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BÊNÇÃO DO LAR DE IDOSOS DE S. JOANINHO SÃO JOANINHO

 

     Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Santa Comba Dão, Exmo. Senhor Diretor da Segurança Social de Viseu, Exmo. Senhor Presidente da Junta da Freguesia de São Joaninho, Exmos. Senhores Membros da Direção do Centro Social e Paroquial de São Joaninho, Exmos. Senhores Membros do Conselho Fiscal deste Centro Social, Exmos. Senhores Representantes de Outras Instituições Convidadas, Exmos. Senhores Representantes da Comunicação Social, Caríssimos Utentes, Familiares, Funcionários e Amigos desta Instituição.

 

     Hoje é um Dia Maior para o nosso Centro Social e para todos aqueles que acreditaram ser possível a realização deste Projeto. 
Num outro contexto e numa outra época, S. Paulo dizia, no Areópago de Atenas, que a obra que estavam a realizar era considerada ‘loucura aos olhos dos homens’, mas havia Algo Maior que os motivava, como força animadora. Olhando para a obra que temos hoje aqui, alguns diriam: "É uma loucura!" Mas a sã loucura, principalmente do José Rui, provou que os grandes projetos são temperados com esta 'loucura sanante' e, assim, podemos contemplar a grandeza deste projeto ao serviço do bem estar solidário. 

 

     Diz Fernando Pessoa, no poema ‘O Infante’ que: "Deus quer, o homem sonha, a obra nasce". Na verdade, uma grande obra surge, quando se conjugam as forças da vontade e da inteligência operativa do ser humano. Quando este se abre a um "Mais", para servir o "igual", estão reunidas as condições para surgir algo de grande, belo e importante!

 

     Diz o mesmo poeta, que o mar pode ser um fator de união e não de separação, dependendo de como se encara a realidade. Este Lar não pode servir como elemento desintegrador do utente em relação à sua família natural e demais comunidade. Pelo contrário, ele realizará mais plenamente a sua missão na medida em que todos se unirem para prestar melhor cuidado às idades-fronteira da condição humana. Um olhar aglutinador para esta Instituição permitirá uma mais qualitativa prestação de cuidados aos seus utentes.

 

     No termo de mais uma fase desta Instituição, alguém poderia perguntar: “Valeu a pena?” E a resposta só poderia ser a do mesmo Poeta: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena!” (F. Pessoa, Mar Português)

 

     Temos consciência que a tarefa que temos entre mãos é, agora, ainda mais ingente e grandiosa, por isso contamos, em verdade, com a prestimosa colaboração dos nossos parceiros sociais. Sabemos que existem Instituições Públicas e Civis que poderiam ser colaborativas e que muitos privados e individuos poderiam ser mais sensíveis a este projeto, mas não posso fazer como aquele sacerdote, num sermão dominical, dirigindo-se aos seus paroquianos: "Meus irmãos, tenho duas notícias para vos dar, uma boa e outra má. A boa é que acabámos de pagar todas as despesas das obras do Centro Social Paroquial; a má é que o dinheiro ainda está nos vossos bolsos".

 

     Tanto as Instituiçōes Religiosas como as Públicas e Civis, em épocas de maior dificuldade, deveriam primar por práticas de verdade. São Instituições como esta que certificam estas práticas; a sua ação não é alvo das luzes da ribalta, por isso não são muito apelativas. Nestes momentos, temos que ter prioridades e nem todas as realidades da sociedade deveriam ser tratadas de igual forma. Não se trata de promover desigualdades, mas de proporcionar melhor qualidade de vida aos que têm ‘menos vida’.

 

     Sem emitir juizos de valor, consideramos que muitas Associações e Coletividades da nossa sociedade não prestam um real e verdadeiro serviço às comunidades; não é pesprimorar, mas de certificar a elevação de serviço à condição humana. A atenção maior e fontal deve ser a promoção destas realidades, pedestais do género humano. O nosso olhar não pode cair num horizontalismo nivelador, onde tudo é igual. Os apoios e subsídios devem ser diferenciados, na verdade, porque, nesta verdade, são também diferenciados os serviços que ‘missionam’ no seu ‘quefazer’ quotidiano. 

 

     Numa época onde o superprogresso técnico está muitas vezes travestido de subprogresso moral, estas Instituições devem valorizar as raizes que identificam o ser humano em si mesmo.

 

     Na sua encíclica, Verdade na Caridade, o último documento da Igreja sobre a sua Doutrina Social, com muito acerto, o Papa Bento XVI afirma: “A ação é cega sem o saber e este é estéril sem o amor”. A caridade não é um apêndice ou um acréscimo à vida, mas o seu alicerce fundamental.

 

     No mesmo documento, insiste o Papa: “Dar para ter, é próprio da lógica da transação e o dar por dever é próprio da lógica dos comportamentos públicos impostos por lei do Estado” (CV 39). Nós acrescentaríamos: “Dar por querer e por prazer pode ser o lema estrutural desta nossa Instituição”.

 

     Em nome da Direção do Lar de Idosos de São Joaninho, queremos dar uma palavra de profunda gratidão a todos os Parceiros Sociais, salientando a disponibilidade dos Serviços da Câmara Municipal de Santa Comba Dão e a tantos outros que contribuem para que esta Resposta Social seja cada dia mais digna e dignificante. Não podemos deixar de salientar o apoio constante e atempado da Junta de Freguesia de São Joaninho, sempre tão disponível para nos ajudar; bem como ao Clube Recreativo, aglutinador da nossa Instituição e ainda outros organismos existentes entre nós. À Segurança Social, reconhecemos os apoios constantes, mas necessitamos que olhe célere para a nova realidade desta nossa Instituição, situada numa zona com poucos recursos, mas com grandes necessidades e carências.

 

     Uma atenção muito especial para os nossos atuais e futuros utentes, que são a causa maior deste esforço conjunto e ao grupo de funcionários extremosos, orientados pela sempre atenta, disponível e perspicaz Dra. Sílvia. Sabemos que se entregaram desde o início a esta causa, com dedicação e sacrifício e isso não está esquecido!

 

     Neste processo das Obras de Ampliação do Lar, estamos gratos à empresa executora Vilda, pela forma séria e comprometida na realização dos trabalhos. A todas as outras empresas, que na sua especificidade, certificaram a qualidade da Obra; bem como aos projetistas, pelo trabalho desenvolvido. No entanto, é inquestionável o esforço afincado do José Rui, na resolução pronta das várias dificuldades que foram surgindo no decorrer das obras. Os seus múltiplos conhecimentos e contatos acertados, foram uma mais valia na celeridade da execução dos trabalhos. Não podemos deixar de ressaltar o espírito de entrega do Arquiteto Gamito, que, com muito esmero, fez desta Obra do Lar o seu quase-domicílio. As suas intervenções adequadas eram como uma flecha ‘hoodesca’ certeira no alvo.

 

     A tantos outros, que, com nome, mas não aqui referenciados, foram e são ótimas alavancas para que esta Instituição se eleve à dignidade do seu objetivo principal… 
     Hoje celebra-se São Lourenço, Festa Grande em São Joaninho! Os seus algozes julgaram que com uma ação destruidora poderiam anular o Santo e os princípios que defendia, mas apenas contribuíram para dignificar e promover esses valores mais nobres da condição humana. Que a nossa Instituição, seja espelho refletor destes valores, no decorrer da sua história!...
Disse.

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